Nada se perde, quando nada se tem...


23/02/2008


AUTO- RETRATO



Sou a contradição em pessoa, não compactuo da lógica imutável do sempre foi e sempre será. Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante...
Sistemático, preguiçoso, anti-social e chato.
Tenho um humor acido e argumento pra tudo.
Turrão, impaciente e muitas vezes, eu acho que sou o dono da razão. Opa... Ouvi ecos dizendo “todas” às vezes.
Resmungão, mimado, carente.
Alterno humores com a velocidade de um sorriso ou uma lágrima insurgente.
Tenho medo de dormir sozinho em casa, um medo danado de espírito. Embora seja espírita kardecista. 
Desprezo quem ama o dinheiro acima de tudo, os arrogantes, as pessoas que se acham superiores aos outros e mais ainda as pessoas que fingem para si virtudes que não possuem, a isso dou o nome de miséria moral.
Já fui muito machista e moralista, hoje tento mudar esta visão arcaica, tento..
Amor na selva de São Paulo? Não! É cada um por si. Só utópicos e tolos fingem viver em um mundo diferente. A mudança esta em cada um de nós? Certamente... Mas não encontro muitos abnegados e gente disposta a isso.
A cada dia que passa, eu tenho menos vontade de sair de casa e só gosto de sol na praia. Queria que em São Paulo fizesse 365 dias de frio e chuva, amo chuva aos domingos, como me faz bem abrir a janela e ver o seu nublado, aquele friozinho.
As poucas chances que tive para realizar algum sonho ou vontade, não o fiz. Por situações, por outras pessoas, enfim deixei a casca do tempo passar esperando outra oportunidade, por medo de viver, amor ou falta dele, sei lá. E acho que vou continuar assim, vou?
Não acredito mais em felicidade e sim em momentos felizes, por isso aproveito os meus.
Divido-me entre a indignação e o riso com os livros de auto-ajuda. Faça-me um favor? Mande um exemplar do “O segredo” para os mais de três bilhões de famintos do globo, quem sabe o livro não se materializa em comida de verdade assim como aquele sonhado carrão? Querer é poder? Não para maioria!! Fatalista? Sim também sou, nem sempre escolhemos nosso destino.
Não tenho muitos amigos. Bom, pensando bem quase nenhum. Quase. E com você não é assim? Pense em alguns com que pode contar realmente, disse REALMENTE! Sobraram dedos de uma única mão, tenho absoluta certeza.
Fico perplexo com quem usa a palavra de Deus e não mostra em atitudes sua aproximação com o mesmo, fé é ato e não palavra vã. Acredite, cem pais nossos e olhos marejados na missa de domingo, não irão fazer de você alguém melhor. Porém tentar tornar o dia de alguém melhor, por exemplo, sim. E se este exemplo aparentemente tolo já serve, imagine o quanto de bem você pode fazer em um dia, um mês, um ano? A virtude esta na atitude, apenas na boca, ela é um reflexo hipócrita de uma mentira mal contata a si mesmo. Torço para que a máscara que utilizamos todos os dias para sobreviver neste mundo cão, não se transforme em uma simbiose de nos mesmos, porque esta máscara nunca é de amor, os sentimentos que a molduram não são nada nobres.
O melhor ou pior de tudo? Meus pensamentos estão no limiar do momento vivido, pronto pra mudar ou reinventar-se. Aquele fio do destino, aquele momento que faz você escolher isso ou aquilo, aquilo que chamam experiência, aquela mágica que transforma sentimentos e idéias que sempre pensou ser uma quimera, me levará a muitas outras visões sobre o mundo e sobre todos, e descobrir muito mais sobre mim mesmo também. Quem sabe outros olhares, outras atitudes, outras experiências não tire esta amarga sensação de incredulidade sobre o quanto podemos ser baixos, egoístas e mesquinhos na nossa vida de relação. O roteiro da minha vida esta aberto, o que virá nas próximas paginas? Deus que sabe. Ou serei eu? Fazemos nosso destino? Até que ponto? Vou tentando descobrir enquanto vivo...
..............

Escrito por Rodrigo às 16h12
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06/02/2008


Coletânea Poética

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Soneto a quatro-mãos

Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
................

TEMPO

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.........

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Escrito por Rodrigo às 02h19
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Sou este todo

Não. As palavras não definem meu ser. Nem tenho a pretensão de fazê-lo com as mesmas. Somos muito mais complexos, nem adianta ter pretensão que assim seja. Mas de uma maneira intrínseca, às vezes me sinto como as palavras indicam nos meus textos. Sou assim, complexo, às vezes melancólico sim, às vezes positivo, às vezes triste, às vezes feliz da vida. Com meus altos e baixos, lutando pra ficar são, pra não cair, buscando sentido na vida, algo a mais do que simplesmente sobreviver, e ver milhões morrendo de fome, outros tantos padecendo de dores físicas e psicológicas, mães desesperadas, vidas roubadas. Algo me diz que cada dia também é uma oportunidade. Viemos pra crescer, pra melhorar, pra evoluir. Eu penso, logo existo e tão logo não me satisfaz o pouco que satisfaz tantas pessoas. E não no sentido material, e sim o pouco amor ao próximo, o pouco carinho, a pouca generosidade, a compaixão inexistente pelo nosso próximo. E do muito também quero me livrar. Do exagerado egoísmo, da vaidade, da arrogância. Abram seus olhos, não nascemos robôs, temos um coração no peito, e a vida é muito para sermos apáticos e indiferentes. Vou lutando, contra meus fantasmas, meus medos. Com coragem! Vou errando, aprendendo, mas nunca indiferente, continuo olhando as pessoas, como a mim próprio. Vejam quantos contrastes. Não sou herói e têm dias que me apertam o peito, outros são de sol esplendoroso. Ah to acostumando com a montanha russa, você já conseguiu?

 

Sou este todo

É neste vale de valores ausentes, fonte profícua de futilidades ímpares que sigo em frente

Ensimesmado e cada vez mais desagradável que caminho. É secando as lagrimas que nem caem mais que vou.

Não há volta, é irreversível este processo interno.

Rumo ao deserto de sentimentos.

Deixo o mundo aos felizes que agem autômatos na sua sina vâ.

Iludidos na sua mentira fantástica.

Captando as mensagens subliminares que lhes trazem algum diminuto conforto.

O mundo não é mesmo parecido com nada do que sonhei.

Só restou no vácuo, um resto de alegria que gira imperiosa, porém dominada, pela melancolia reinante.

Não sopro palavras de uma felicidade inexistentes aos meus ouvidos.

Este reflexo da minha realidade te atordoa? Pois é a sua!

Sem ilusões. Elas não me bastam mais, e um dia não bastarão a você também

 

Escrito por Rodrigo às 02h14
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25/01/2008


Deixo tudo assim não me importo em ver a idade em mim

Ainda procuro aquele menino que ficou no passado
Ainda procuro a inocência irremediavelmente perdida.
Um certo que de bondade que os olhos enxergavam em todos.
Os olhos viajam por um mundo cada vez mais veloz.
E veloz também se transformou nossas relações pessoais. Por isso cada dia de resgate do que realmente importa na vida, deve ser comemorado por almas sensíveis.
Por isso não perco a oportunidade de dizer sempre o que sinto, principalmente se este disser vier acompanhado daqueles sentimentos imprescindíveis: amor, ternura, carinho, gratidão.
Sei que o coração clama por afeto. Não só o meu. E distribuo o meu melhor sorriso e minhas palavras de gratidão a todos que de forma particular tornam meu mundo mais bonito.
Cada um amadurece há seu tempo, pra mim o ano que se passou foi repleto de lutas e no final sintetizado com a palavra: renascimento. Cresci mais em um ano do que em muitas primaveras. Completo agora 27 anos com muita alegria de estar vivo, neste mundo nem sempre justo, porém, brindo e celebro a vida, feliz com o que tenho e com o homem que estou me tornando.
Perdi o medo. Descobri que de verdade, quero que aquele menino do passado assuma o controle. Acho que quanto mais o tempo passa, maior se torna a nossa necessidade de regatar a pureza que só em tenra idade possuímos. Ser adulto sempre é muito chato. Não se trata de ser irresponsável, mas de viver mais e pensar menos. Se permitir mais e se preocupar menos, afinal estamos neste mundo de passagem. Acima de crescimento profissional ou pessoal, quero crescer de alma. Quero crescer em espírito e verdade. Conservar minha riqueza maior: minha família! Todos com saúde e ao meu lado, meus pais amados, e os únicos que verdadeiramente me amam e me amarão pra sempre.
Não busco mais a felicidade, apenas a deixo bater em minha porta nos momentos que mereço. Sim, aproveito hoje tudo que a vida me dá. Claro que em alguns dias com chuva e céu nublado no coração, mais que rápido como um raio, se transforma em céu claro e de muita luz.
27 anos... È estranho pensar em nossa idade cronológica.
Todos sempre comentam da velocidade com que a vida moderna nos atinge. Os anos que parecem meses, os meses que nem vemos passar e logo é Natal de novo, refazemos então nossos votos de mudanças e ajustes para o novo ano e assim caminhamos, abrindo espaço para novos planos e realizações e deixando outros de lado. Já que não é possível agarrar o tempo e amarrá-lo ao pé da cama, façamos dos nossos dias então fontes profícuas de aprendizado. Distribuindo amor, sorrisos, alegria, compaixão. Doando-se mais aos outros, saindo da defensiva, e fugindo da ilusão do apego as coisas materiais e o apego desmedido ao seu ego.
Somos iguais, nada do que TEM torna você melhor que os outros.
Foi quando comecei a enxergar em cada olhar um reflexo meu, que perdi o medo de gente, que senti humilde e internamente a igualdade de todos nós, e o quanto são tolos aqueles que agem de forma presunçosa e arrogante em suas relações pessoais.
Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição!

 

 

Escrito por Rodrigo às 12h49
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11/01/2008


2007

Aqui estou, buscando na parece da memória, o que meu coração viveu este ano.Muito mudei e aprendi no ano mais difícil da minha vida.Só a verdade liberta, sem ilusões.
Assim, olhando e lembrando carinhosamente daquele menino assustado de meses atrás, não me vejo mais. Porém suas lágrimas incrédulas e intermitentes, seu desespero atroz de sentir-se tão só no mundo, o amargo e sufocante amanhecer de muitos e muitos meses, o falso amor prometido, a parede do quarto quase te engolindo ao abrir dos olhos, a sensação de ser alguém diminuto e ir a cada dia diminuindo, diminuindo, quase a desaparecer. Tudo somado, e refletido, ajudou a tornar este novo ser, alguém mais forte, mais consciente, mais maduro, mais...FELIZ.
Este pensamento encerra uma verdade pra mim:
“De todas as coisas que tive, as que mais me valeram, das que mais sinto falta, são as coisas que não se pode tocar, são as coisas que não estão ao alcance de nossas mãos. São as coisas que não fazem parte do mundo da matéria”.
SER PRA TER E NÃO CONTRÁRIO.
Aquietemos então nosso coração nos momentos difíceis Não esquecendo nunca que:
ESTE SOL QUE HOJE OFUSCA SEUS OLHOS, CERTAMENTE SERÁ UM BÁLZAMO DE LUZ QUE CARINHOSAMENTE BANHARÁ SEU CORAÇÃO. E SERÁ LOGO, TENHA FÉ. POR MAIS QUE O DESESPERO E VAZIO TE IMPEÇA DE VISLUMBRAR ALGO DE BOM EM SUA VIDA HOJE, TENHA FÉ.
TUDO CAMINHA E ACONTECE NO TEMPO CERTO PARA FAZER-NOS CRESCER E DESCOBRIR ALGUMAS VERDADES QUE POR VARIADOS MOTIVOS RECUSAVAMOS ENXERGAR. O TEMPO DE DEUS É DIFERENTE DO NOSSO.
A SOLIDÃO HOJE SENTIDA NÃO SERÁ ETERNA, É SÓ FASE, E APROVEITE-A DA MELHOR MANEIRA, ESTES MOMENTOS SÃO PRECIOSOS PARA DESCOBRIR E VALORIZAR QUEM ESTA DO SEU LADO REALMENTE, E PRINCIPALMETE PARA DESCOBRIR QUEM TU ÉS, E VALORIZAR-SE TAMBÉM, NÃO HÁ SOLIDÃO PARA QUEM CONSIDERA A SI MESMO SEU MELHOR AMIGO. E LEMBRE-SE: O MUNDO GIRA. MEUS OLHOS HOJE, BRILHANTES E FELIZES NÃO NEGAM ESTE FATO. O CORAÇÃO DE MUITOS, HOJE MACHUCADO E A DERIVA POR MOTIVOS E TRISTEZAS VARIADAS, SERÁ SEM DÚVIDA, UM RIO DE AGUAS CALMAS, GUIADO NO HORIZONTE, POR CAMINHOS DE PAZ, AMOR E LUZ.
É O QUE DESEJO A TODOS NO NOVO ANO QUE SE ANUNCIA

Escrito por Rodrigo às 01h16
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17/12/2007


Significados do Natal

Qual o verdadeiro significado do Natal nos dias de hoje?Quem se despe um pouco do ego tão inflamado e oferece um pouco de si a quem precisa?
Espírito natalino? Não... é cada um por si na selva de pedra.
Me diz quem realmente emite vibrações de amor é reconhecimento ao aniversariante Jesus ao estancar o ponteiro em 24:00HRS na noite do dia 24 de dezembro?
Não! Ele é o menos lembrado, embrutecidos que já estamos. Pela violência, corrupção, mortes, chagas sociais e físicas. Solidão, drogas, vaidades, consumismo vil, amor ao próximo? Ninguém sabe ninguém viu. Egoísmo, ausência de virtudes.
Não... Natal um dia existiu... Não existe mais... Hoje é apenas um apelo aos marqueteiros, par atiçar nossa sanha consumista... E Deus... Como somos consumistas...
Consumimos de tudo, até do amor que recebemos, e queremos sempre mais, porém, sem a contrapartida da doação, é claro.
Esperamos ávidos nossos presentes e pacotes, pouco ciente de que o maior presente, quem nos deu foi Jesus com sua vida. E filhos ingratos que somos, regozijando na matéria, alimentando nosso ego com coisas inúteis e de pouco valor.
Natal de hoje, também é de enfeites luminosos, a embelezar casas e prédios. Luzes saindo do coração? Antes fosse, mas não!
Que a meia noite do dia 24, ao menos alguns reflitam de peito aberto, sobre o verdadeiro significado do nascimento do Cristo. Sobre nossa responsabilidade de evoluir em espírito e virtude, Reflitam sobre a necessidade do desapego a matéria, de ser mais paciente, carinhoso para com seus e com os outros, caridosos, amar o próximo verdadeiramente, oferecendo um pouco mais de si a quem precisa, e este pouco de si não é apenas coisas materiais, quantas vezes uma palavra, um gesto ajuda muito mais do que dinheiro, que matéria vil! Para muitos, Jesus e Deus estão fora de moda. Caridade? Amor ao próximo? Desapego às coisas materiais? Faz me rir, como diria meu irmão. O Deus do dinheiro vale mais. Mas sei que alguns corações mudarão suas perspectivas para o novo ano que se inicia em breve.
Um sonho: Ver aproximar o Natal nos próximos anos e os shopping centers as moscas. Presente? TODOS NÓS ESTARMOS MAIS PRESENTES E CONSCIENTES DO QUE DEVEMOS SER PARA COM OS OUTROS, BUSCANDO LÁ NO FUNDO O RESTO DE AMOR AO PRÓXIMO QUE AINDA TENHA RESTADO NESTES NOSSOS CORAÇÕES EMBRUTECIDOS. PACOTES SEM NADA DENTRO, POREM ALMAS E ESPÍRITOS REPLETOS DE AMOR, DOAÇÃO, REGOZIJANDO EM PAZ, EM HARMONIA.
CASAS SEM ENFEITES! LUZES? APENAS A EMANADA DOS CORAÇÕES EM COMUNHÃO E EM FESTA PELO NASCIMENTO DO NOSSO SALVADOR.
E que este meu breve devaneio, sirva para despertar ao menos em alguém, a necessidade de todos nós, de SER PRA TER E NÃO DO CONTRÁRIO.

 

Escrito por Rodrigo às 21h34
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09/11/2007


Aprendendo a amar

 

Não sei quanto a vocês, mas eu, pelo menos, nunca aprendi a amar, e me incomodo com isso. Curioso fazer uma retrospectiva de nosso passado e observar que mais de uma vez nos deparamos com pessoas que poderiam, sem muito esforço, fazer parte de nossas vidas até hoje. Tendemos a depreciar quem ficou e raramente percebemos que, quando aquele que parte na maioria das vezes somos nós, a culpa talvez não esteja do outro lado, mas aqui.
Algumas pessoas optam que pegarão apenas o que lhes convém dos relacionamentos que adentram e, ao avistarem a placa vermelha de "compromisso à vista" partem em busca duma nova aventura. Outras tentam eternizar a juventude da pior maneira possível, resgatando a imaturidade de tempos passados numa banalização de falsas promessas e inquietações vazias, onde o combustível vem do pouco caso que dão aos sentimentos alheios. Há os que encontram pessoas merecedoras de empenho e desprezam o que lhes foi entregue sem esforço - a eterna mania de desvalorizar a segurança que nos é atirada de forma voluntária, sem pedir nada em troca. Alguns não aprendem a amar por preguiça mesmo, comodismo, pela facilidade de encontrar um novo relacionamento fresquinho e cheio de incertezas logo à frente. Outros já vitimam-se no azar de atrair pessoas que, em condições "normais" (entenda-se amor-próprio em alta) nunca permitiriam que fizessem parte de suas vidas. Após encontrar tantas pessoas erradas, acreditam que o destino lhes pregou uma peça nessa existência, e, na desesperança, não atentam a pessoas que poderiam fazer toda diferença. Há os que não aprenderam a amar por teimosia. Apegam-se no lema do "ame-me do jeito que sou" e persistem nos mesmos erros, relação após relação, como reis sentados num trono querendo que todos se adaptem a seus gostos e manias, só que sem a contrapartida.
Aprender a amar envolve o conceito de senso crítico apurado a ponto de elevar-se acima do próprio relacionamento e perceber que a pessoa ao lado está em constante mutação - física, de sentimentos, de convicções. Enquanto não percebermos o quanto devemos vergar e nos adaptarmos a todas as mudanças (exteriores e interiores), ficaremos no eterno sonho adolescente do amor platônico ideal: aquele que nos trará apenas bons momentos, sem o pacote completo que inclui dúvida, incerteza e inquietude. Nunca haverão manuais infalíveis sobre a arte de amar porque isso requer interação, que, além de peculiar, é única a cada casal envolvido. Dois mundos distintos de repente encontram-se e a fusão dessas órbitas oculares carregará sempre o medo em relação ao dia de amanhã. E, querem saber? É justamente esse medo que nos ensina. Aprendemos que nada está eternamente garantido, que somos mais substituíveis que pensamos e que a convivência alisa e fere, às vezes simultaneamente, e o comodismo não vem como cicuta, matando em instantes, mas sim como aquele outro veneno suave, que mata lentamente, até que um dia acordamos numa cama solitária e fria.
Nem todos matam o objeto de seu amor, como Wilde apregoava, mas aqueles que sobrevivem não contam o segredo. Pior, o segredo revelado daquele casal feliz que conhecemos muitas vezes não nos tem valia alguma. Resta a esperança, o sonho ingênuo de encontrar a pessoa com coragem suficiente de embarcar em nossos porões e desnudar-nos os dela. Aquele frio na barriga associado à inquietação de estar com alguém que, além de nos completar, encara o desafio porque acredita que pode, sim, existir um relacionamento pra vida toda. Se encontrar alguém assim que represente nossa outra metade já se constitui num milagre, perseverar nessa relação e fazê-la perdurar requer outro. Mas pra quem já teve o primeiro, a distância entre desejo e realidade tornou-se tênue. Sim, eu - como muitos de vocês - não aprendi a amar. Mas tenho fé, muita fé.

 

BLOG DO ED

 

Escrito por Rodrigo às 13h36
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Os substitutos

Analisando os relacionamentos ao longo da vida, poucos de nós não encontram um momento onde, mesmo sem saber, tornaram-se substitutos à vida de alguém. Substitutos são aqueles que estão sempre em segundo plano na vida de outras pessoas. Constantemente trocados por outro amor, pelo trabalho, por um hobby qualquer, aceitam a condição de coadjuvantes e formam um atípico clã de relacionamentos mornos. Há vários exemplos ao redor: a amiga que mantém há anos um caso com uma pessoa casada, a vizinha que descarrega na internet a frustração pela desatenção do companheiro, o olhar fatigado daquele parente preso a um relacionamento agonizante porque não consegue vislumbrar alternativa, onde o medo da solidão é maior que a necessidade de mudança. O dilema surge da inevitável pergunta: a aparente falta de pressão compensa a perspectiva de vida das pessoas substitutas?
Os substitutos apóiam-se na teoria das poucas expectativas: desejar menos evita a decepção futura. Afinal, ninguém perde o que nunca teve em mãos. Estóicos, diminuem as expectativas a fim de sofrer menos, restringindo a lista de ambições ao que lhes parece seguro. Acomodam-se num papel coadjuvante em relação às pessoas que lhes cercam e têm, até certo ponto, uma sensação de felicidade que convém. Esquecem que relacionamentos amorosos precisam de testemunhas, não pessoas substitutas, e há um grande abismo entre essas duas definições. As testemunhas acalentam o sentimento de retribuição, a ternura de acompanhar a outra pessoa ao longo do relacionamento, como um confessionário onde ambos depositam suas esperanças, frustrações, vulnerabilidades, a vida em comum. A companhia que revigora e aconselha muitas vezes sem palavras, com gestos anuentes ou a cumplicidade do silêncio. Testemunhas que, em meio à série de problemas que todo relacionamento carrega, mantém intacta a admiração pela pessoa que o outro representa aos olhos dela.
Precisamos ser admirados por algum aspecto de nossa personalidade - mesmo aqueles que consideramos defeituosos -, e aí reside o grande problema das pessoas substitutas. A rua é de mão única. O pouco amor-próprio que carregam dilacera a imagem da alma refletida no espelho da outra pessoa. Enquanto os substitutos admiram, recebem em troca comodismo e apatia, muitas vezes acompanhados de aspectos ainda mais negativos. E pior, sabem que a qualquer momento a ilusão de segurança pode se transfigurar na solidão que tanto evitaram. Tornam-se descartáveis. A armadilha fatal vem na constatação de que, ao substituírem pra outras pessoas suas famílias, amizades ou carências diversas, têm também substituída a própria vida que sonharam como protagonistas, aquela das esperanças sinceras e ingênuas. Que me desculpem aqueles que se sentem seguros nessa condição, mas ninguém nasceu pra ser substituto na vida de outra pessoa. Há tanta diversidade ao redor que assusta a idéia de vivermos atrelados a alguém que não reverbera nossos anseios.
A palavrinha "mudança" adormece nos lábios dos substitutos. Não há varinha mágica que descortine as opções à frente mostrando onde levará cada caminho, é verdade. Sair da condição de substitutos pode levar a lugares perigosos, a abismos colossais ou paisagens magníficas, mas sempre imprevisíveis. Só que os substitutos nem tentam. Eles não apenas deixam de sonhar com novos roteiros; sepultam os próprios caminhos, mantendo os pés na mesma rodovia reta e sem-graça de sempre. Se o segredo da felicidade está mais na convivência que na conquista, fórmula alguma resiste a uma vida substituta. Na busca pelo sorriso interno do coração, os pecados da omissão são os que mais agridem. Falhamos porque perdemos oportunidades, o destino nos rouba outras tantas, mas que os sonhos - ao menos eles -, sobrevivam.

 

BLOG DO ED

Escrito por Rodrigo às 12h07
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07/11/2007


Sempre Assim

Na hora que a lágrima invade o dia claro.
O azul do céu não consola. Ofusca, cega.
Na hora que o coração pára, a descrença emudece.
Na hora que as palavras perdem o sentido, a desconexão, o grito.
Você treme, cala, desaparece.
O quarto te engole, as horas te partem. Não há volta, o dito e feito não retrocedem mais.
O ser não muda, ele modelasse. Mas em períodos longínquos, não como um raio.
A percepção fica clara, te assusta, te mata. Ninguém muda. Porque?
Você se pergunta, e finge não ver, é muito cedo pra crer.
Que o ser que idealizou, vagou apenas. Morou por um tempo na parede do seu sonho romântico, não era real, era miragem. Só você enxergava, sedento que estava.
E o choque desta triste constatação? È brutal fere.
Mas logo inventamos outra realidade, migramos de sonho, espaço. Precisamos!
È a lei da sobrevivência da alma. Ter sempre algo para acreditar, senão...Senão morre!
E desvairados e fingidos desavisados, abrimos a porta para outro sonho, outra imersão.
Até que esta outra quimera do amor, de felicidade, mais uma vez desaparece.
E o mundo gira novamente, e reinventa-se novamente o universo particular que por hora habitamos, mas...
Até quando?

Rodrigo Boccoli

Escrito por Rodrigo às 22h36
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04/11/2007


Ah Nossa Vida

O ato de por em palavras meus sentimentos e verdades, me levam a lugares muitas vezes desconhecidos do meu eu. Esta possibilidade me fortalece e traz a tona um pouco mais deste ser humano. Abaixo um pouco de mim, de você, de todos nós.

Ah nossa vida.

Ah nossa vida... Esta aventura ilógica.
Esta magnitude incontrolável das coisas.
Esta inquietude que pensei, passava aos doze.
Esta esperança incessante.
Esta carência vacilante.

Ah nossa vida... Que voa, não passa.
Que muda, magoa.
Que agradece que te esquece.
Os medos, os meios, os instantes.
O amor e sua figura esquiva e inebriante
Nossos sonhos perpétuos, mutantes. De manter-se são, de firmar no chão.
De voar sem medo, no abismo interior destes seres errantes, nós!

Rodrigo B Boccoli

Escrito por Rodrigo às 22h03
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Sobre o ser e tempo

Conservo na mente a imagem daquela criança.

Inconsciente da maldade da gente.

Inerente ao abandono crescente.

Feliz pelo não saber.

Quando cresci, junto a mim cresceram os defeitos, dos outros e os meus mesmos.

O meu abrir de olhos não tinha direção

Hoje é sempre veloz

Em busca de algo, de alguém que não se encontra.

Enxergo apenas, algumas figuras nebulosas, esquivas.

Ah pobre ilusionista da verdade ausente.

 

Hoje sou assim: Aguardo o próximo número, acreditando na ilusão premente que até engana os olhos, mas teima em sumir perpetuamente, como um espectro que acreditamos ser gente.

Então retorno ao longínquo e valoroso passado distante.

Sonhando com aquele menino com o olhar perdido no horizonte, o mesmo que pensou pretenso, que no mundo que via gigante, ele nunca, nunca ia ser grande

Escrito por Rodrigo às 21h59
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A Maior Solidão

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta que se defende que se fecha que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,

O ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Escrito por Rodrigo às 21h27
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28/09/2007


Fim das despedidas

Quando penso sobre este pequeno poema abaixo, fica a pergunta: Será um dia tão fácil e simples assim? Ou teremos como sempre somente a lembrança dos amores passados, onde num dia bonito acreditamos possível. Passamos anos imaginando este encontro especial e à medida que os anos vão se distanciando, maior é nossa incredulidade a respeito deste tipo de “eclipse”, dado a sua raridade. Talvez esta idealização nunca saia da mente dos mais esperançosos, ou quem sabe torne-se a mais terna das realidades. Porém esta pequena história de um grande encontro de amor, só terá sentido profundo se esta perdurar. È dos corações que habitam uma relação madura, íntima, profícua e duradoura que cada frase, cada palavra, atinge seu sentido mais amplo e se faz mais bela. Para as relações impessoais e fúteis de hoje em dia, é quase uma infâmia dizer que sentimos desta forma com relação ao outro. Carpe diem.

 

 

O olá dele foi o fim das despedidas dela

A risada dela foi o primeiro passo deles pelo caminho.

As mãos dele seriam dela pra que as segurassem eternamente.

O eterno dele era simples como o sorriso dela.

Ele disse: ela era o que faltava

Ela disse que logo entendeu.

Ela era uma pergunta a ser respondida,

E a resposta dele foi: "eu aceito".

 

Escrito por Rodrigo às 23h41
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Quem te ensinou?

Quem te ensinou a ser assim?

Porque insistimos em valorizar o que pouco valor possui?

Quem te ensinou a valorizar mais a matéria que as pessoas?

Porque sempre ter pra ser e não o contrário?

Porque negligenciamos a compaixão pelo irmão que tanto necessita?

Porque choramos tanto por tolices, não compreendendo a impermanência da vida?

Porque entre tantas oportunidades de fortalecer a auto-estima de alguém preferimos o egoísmo funesto e aquém.

Porque seu ego é maior que você?

E no fim... Não lhe deixa ver, o que por séculos já devia saber?

Escrito por Rodrigo às 23h16
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20/09/2007


Último Romance

Acredito que não há uma pessoa no mundo que não sonha viver o último e derradeiro amor, o amor que simbolize o "até que a morte nos separe". Encontrar alguém disposto a encarar o desafio de desnudar nossa alma, e que carrega consigo o sonho ingênuo de que existe sim, um relacionamento pra vida toda já é um milagre, manter esta relação requer outro.Mas pra quem já teve o primeiro, a distância entre nossos sonhos e desejos e a realidade é tênue. Esta música é do Los Hermanos e uma das que mais gosto, pois, retrata pra mim o ideal de um encontro de amor único e derradeiro, transmite nas suas metáforas um pouco da busca de cada um de nós, mas só quando formos capazes de também oferecer tamanho desprendimento é que virá a redenção.

 

 

 

 

Último Romance

 

Eu encontrei-a quando não quis

Mais procurar o meu amor

E quanto levou foi pra eu merecer

Antes de um mês

Eu já não sei

 

E até quem me vê

Lendo jornal

Na fila do pão

Sabe que eu te encontrei

E ninguem dirá

Que é tarde demais

Que é tão diferente assim

Do nosso amor

A gente é quem sabe, pequena

 

Ah vai!

Me diz o que é o sufoco

Que eu te mostro alguém

Afim de te acompanhar

E se o caso for de ir à praia

Eu levo essa casa numa sacola

 

Eu encontrei-a e quis duvidar

Tanto clichê

Deve não ser

Você me falou

Pra eu não me preocupar

Ter fé e ver coragem no amor

 

E só de te ver

Eu penso em trocar

A minha TV num jeito de te levar

A qualquer lugar que você queira

E ir onde o vento for

Que pra nós dois

Sair de casa já é se aventurar

 

Ah vai!

Me diz o que é o sossego

Que eu te mostro alguém

Afim de te acompanhar

E se o tempo for te levar

Eu sigo essa hora

Pego carona

Pra te acompanhar

 

Escrito por Rodrigo às 00h50
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